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About: Just my tumblr to post my jobs and likes. Not all of them, but the ones I do want. Also some texts (most in brasilian portuguese) Havfun and folow me here and in twitter (especially if you're brazilian like me).

"Uma Pedra" theme by Rike Catalani. Powered by Tumblr.
só os romanticos

Só os românticos sabem o que é sofrer por amor. Amor não correspondido machuca, mas dói mais em quem precisa dele pra viver. Eles que deitam a cabeça a pensar em seus companheiros, só eles e nada além deles entenderão a dor de uma perda, de uma incompreensão. Pro romântico tudo que é pequeno toma tamanho. Se eles são os “grandes partidos”, são os grandes partidos perdidos… porque tão difícil encontrar um romântico correspondido.
São frágeis, se mostram frágeis. Nunca conheci um só ser humano que não fosse frágil. Entretanto, são poucos os que demonstram. O romântico doido, que liga, procura. Leva tapa na cara e mesmo assim continua com a cabeça erguida. Quem foi que omitiu tudo isso e mostrou só o lado bom de ser assim? Não há quem mais sofra por amor do que eles.

Ser assim então é muito pior do que melhor. Aos que eles interessam fica sempre uma chaga aberta, o coração sempre a mostra, pronto para receber carinho e temeroso em receber agressão. Claro, quem gosta de ser destratado? Ser assim é colocar na mãos das pessoa amada toda uma sorte de artifícios que rapidamente podem se tornar armas. Quem ama como eles nunca machucaria o parceiro. Mas quem não é assim, não pestaneja. Mesmo irado, o romântico nunca investiria contra o seu alvo. Mesmo odiando, continuam amando. Porque ele pensa muito mais no outro. Como se o seu viver fosse criado à mercê do outro, e seus sentimentos fossem os últimos a serem percebidos. Completamente devotos, só querem ver o outro feliz, mesmo em detrimento de seu bem-estar. Os que amam como eles esquecem que são humanos. Coitado, que só aprende levando empurrões e mesmo assim aprende de forma efêmera… sai de uma armadilha destruída, encontra abrigo em outra e sofre da mesma forma. É o “joão bobo”, que cai depois de um soco, mas logo se levanta com o mesmo sorriso, mesmo que fajuto.

Ai deles, sempre se enganando. Um romântico que sofre muda tudo a sua volta. Pior aqueles que, introspectivos, guardam cada mágoa. Coleciona desgostos. Mas nunca rancoroso. São lágrimas douradas, nunca esquecidas, sempre guardadas. Mas nunca usadas de forma bélica. Não fazem guerras, não travam batalhas. Não têm certeza de nada além da certeza de seus sentimentos. O romântico guarda no coração tanto sua força como sua fraqueza. Para eles não há distinção, pois aquilo que os fortalece é a mesma coisa que os derruba.
 


ai se fosse o meu!

ai se fosse o meu!

Acabou antes mesmo de começar.

Depois do gozo, o gozo acaba. Quem antes era feliz, agora é letárgico. Se antes havia a sede, secou ou saciou. O fim do gozo não é a satisfação de dever cumprido, é a premissa de uma nova busca. É o começo de mais um processo, findo e bem definido na incerteza. Quem termina, termina feliz. Mas não é feliz porque nunca foi. Uns segundos apenas e a satisfação, que tão brevemente ocupou nossa existência, se dispersa e o que fica: buraco. Ilusão tão boa, mas que logo se acaba, porque o buraco não tem fim, o buraco é pra sempre, o buraco é infinito e como todo infinito só se preenche perante outro infinito. Talvez aí o homem se justifique como sedento, porque procura sempre no outro o infinito que não pode preencher. Será feliz então aquele que é de fato infindo e se auto-completa? Ou feliz mesmo é aquele que nunca goza e portanto nunca se esvazia?  Somos grande bolas gozosas, risonhas, tristes ou enfadonhas? Não somos o que queremos, porque o que queremos é sugado pela nossa ambição - e ambição, essa também é sem fim. Depois que o gozo acaba, só resta homem-casca, só resta lata de conserva vazia. Nos resta nada, e nada nos resta além da busca por um novo prazer. Um prazer que nada representa e nada supre, mas que tudo sugere. Um prazer que é nada. Trocamos o nosso nada que restou por um novo nada que há de vir. Mais otimista: nós corremos atrás dos nossos pequenos momentos de satisfação, mas que não pode assim serem chamados: porque felicidade não existe se não existe no momento, e quando passa deixa de ser felicidade. E o momento que é, agora já foi, e ninguém sabe quando será. Sendo assim, nunca sabemos quando somos realmente felizes. Porque depois do gozo, o gozo acaba.


“Além do desejo sexual, o que é o toque de dois corpos amantes senão a plena certeza da incapacidade humana de simbolizar sentimentos? Senão a prova da nossa limitada forma de representar visualmente aquilo que nos é sentido?” —Meu professor de antropologia e minha síntese (:

These are the models for my first-ever-made Portfolio. It’s not as nice as I would like, but I guess it’s one of my “worth the look” jobs. 

[EDIT]

I forgot to put here my inspiration for the shape of the Portfolio. So there it is! It’s a musicvideo of my favorite band Zero 7. It’s a nice music, give it a try.

http://www.youtube.com/watch?v=XauQF0rGt-s